Portugal: Psicologia ganha espaço

 

Ordem nota reconhecimento crescente para uma intervenção mais ampla

 
 

 

É com optimismo que a direcção regional da Ordem dos Psicólogos Portugueses encara o futuro da profissão. Mesmo admitindo que persistem algumas dificuldades de colocação, há sobretudo a ideia de que a área de intervenção da psicologia cresce e cresce também a procura por estes profissionais. Quer da parte dos cidadãos, quer da parte das organizações.

Essa é a teoria de Renato Carvalho depois de um ciclo intensivo de formação e debate entre os psicólogos da Madeira. Renato integra a delegação regional e esteve particularmente envolvido nas questões relacionadas com o evento intitulado Ciclo OPP-Madeira 2016, que decorreu desde Junho até meados deste mês. “Foi a maior iniciativa nos últimos anos realizada na Madeira para promover o desenvolvimento profissional e científico dos psicólogos”, afirma o profissional.

Convidado a resumir as principais ideias que ficam deste ciclo de debates e conferências, o dirigente da ordem explica que “em primeiro lugar fica a amplitude da intervenção psicológica, que não se resume àquela ideia de estarmos fechados no gabinete a fazer consultas. A natureza da intervenção psicológica é muito ampla, quer em termos de contextos de intervenção, quer em termos de destinatários”, observa.

A psicologia é uma ciência que atravessa o curso de uma vida. Desde a infância até ao envelhecimento, como diz ter ficado demonstrado ao longo das conferências deste ano. Mas além das faixas etárias, Renato Carvalho explica que são os diferentes ramos da psicologia que permitem uma maior intervenção junto da sociedade a vários níveis. E enumera contextos diferentes como o da psicologia clínica, educativa, social e comunitária ou ao nível organizacional. Reconhece que, a par das pessoas de forma individual, são as organizações que despertam para a importância de uma adequada intervenção da ciência psicológica.

O psicólogo explica essa cedência, quer das entidades, quer das pessoas, como resultado da demonstração de que uma correcta e atempada intervenção tem uma utilidade que se expressa em dois eixos: redução do sofrimento e diminuição dos custos. Esta dupla perspectiva, de ser útil para as pessoas e reduzir custos em termos económicos e institucionais, ajuda a perceber melhor a trajectória de reconhecimento da importância da psicologia nas suas diferentes áreas de intervenção, explica.

E depois há a crise, admite. Renato Carvalho aceita que os tempos difíceis associados a um tipo de “stress mais agressivo” podem levar a uma procura mais intensa.

Para o dirigente regional da Ordem, tão importante como falar em números, nomeadamente sobre se devem ou não ser contratados mais psicólogos para o Serviço de Saúde ou para apoio nas escolas, é saber de questões relacionadas com as condições de trabalho. A carga horária, a disponibilidade para formação, o acesso a novos conteúdos são aspectos que o psicólogo valoriza. Sobre o número de profissionais, admite que a Madeira tem um rácio melhor do que o do resto do país, mas enquanto faltar um psicólogo na escola ou no centro de saúde considera que essa falta deve ser sempre preenchida.

dnoticias.pt

Be Sociable, Share!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *