Neurologista afirma que tratamento para Transtorno do Déficit de Atenção é embrionário no país

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O Dr. Roger Soares participou do mais importante congresso internacional sobre TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) e vê o melhor entendimento da patologia como o início de uma vida plena para seus portadores.

O TDAH – Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade é uma desordem neurobiológica e de causas genéticas, caracterizada por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Surge na infância e frequentemente perdura por toda a vida. No Brasil são registrados mais de dois milhões casos por ano.

Infelizmente no Brasil e em alguns poucos países, o TDAH ainda é visto pela maioria da população como uma invenção e, até pior, como uma forma de marketing de laboratórios para comercializar medicamentos.

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Mas a realidade é bem diferente, como atestou o neurologista brasileiro Roger Soares, que acaba de participar da 28ª Conferência Anual Internacional do CHADD (Children and Adults with Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder), realizada em Costa Mesa, Califórnia, EUA, de 10 a 12 de novembro.

“Os Estados Unidos estão bastante avançados no tratamento do TDAH. Além de reconhecerem melhor o problema, identificarem precocemente os sintomas, tratarem adequadamente a doença com medicação, disponibilizam uma rede de suporte que é essencial para os portadores de TDAH”, ressalta o neurologista.

Além de neurologistas, psiquiatras e psicólogos, existe uma cadeia de profissionais especializados na patologia, tais como: coachs, organizadores, tutores, professores e terapeutas ocupacionais, dentre outros.

“Apenas a medicação não é capaz de ajudar as pessoas com TDAH como elas necessitam. É preciso o entendimento do problema e as adaptações necessárias para que elas consigam transformar as dificuldades em capacidades que as diferenciem e sejam alavancas para a sua vida profissional”, alerta o Dr. Roger Soares.

No seu ponto de vista, no Brasil o TDAH precisa ser encarado com realismo e, assim, permitir tratamentos dignos e promissores aos doentes. “Dessa forma, poderemos dar às crianças condições para que desenvolvam todo o seu potencial e tenham o sucesso merecido na vida”, idealiza.

Roger Soares é graduado em Medicina pela Universidade Estadual de Londrina (1985-1990), com Residência em Neurologia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (1991-1993). É membro da Academia Brasileira de Neurologia e da American Academy of Neurology.

 

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