Diferenças entre as gerações e a psicologia evolutiva

 

Convivemos atualmente embates paradoxais, onde uma parte possui uma super tecnologia que nos proporciona refletir em uma pós-humanidade e o outro lado encontra-se em uma situação tão difícil que não é oportuno nem mesmo falar em humanidade. Coexistimos estas realidades, e os profissionais carecem desenvolver a competência de trabalhar com ambas situações.

 
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Convivemos atualmente embates paradoxais, onde uma parte possui uma super tecnologia que nos proporciona refletir em uma pós-humanidade e o outro lado encontra-se em uma situação tão difícil que não é oportuno nem mesmo falar em humanidade. Coexistimos estas realidades, e os profissionais carecem desenvolver a competência de trabalhar com ambas situações. Vários dos contemporâneos profissionais nasceram em um período em que a televisão era o fundamental veículo de comunicação e que gerou muitas mudanças em diversos aspectos da vida social. Estes profissionais interagem com crianças e jovens que se encontram em uma realidade tecnológica e virtual bastante avançada, comparada aquela que eles presenciaram em tempos anteriores. Internet, smartphones, computadores portáteis, iPads, videogames de última geração, vídeos e televisores 3D de alta definição, games que interagem on-line, redes sociais, etc. Percebe-se com naturalidade que estas diferenças acarretem problemas emergentes, desencontros e provocações que forçam uma constante reinvenção do trabalho e da formação docente segundo Neto e Franco (2010).

Neste procedimento de reinvenção do trabalho docente, diante às novas situações da humanidade frente a tecnologias, desta forma, é interessante encontrar algumas características diante das distintas gerações que encontramos nas salas de aula do ensino fundamental e da educação superior, bem como, nos ambientes de educação não-formal. A conhecida geração baby boomers é formada por pessoas nascidas logo após o fim da segunda guerra mundial, continham na reconstrução do planeta e na força do trabalho duas de suas referências fundamentais. O emprego, sua conservação e sua aposentadoria significavam as principais bases que deliberavam a construção de sua existência individual. Esta geração assistiu o surgimento da televisão e foi caracterizada pela aceleração das mudanças culturais com o aprimoramento técnico dos veículos de comunicação de massa.

A geração X inicialmente conhecida como “geração MTV” ou “slackers” (preguiçosos), os componentes da geração X, considerados em um instante inicial como um grupo de niilistas céticos e desmotivados. Enfim, suas bases culturais eram Beavis e Butt-Head. No entanto, o mundo desvendou que alguns mitos referentes a essa geração eram grosseiramente equivocados. Os elementos da geração X permanecem bastante sincronizados com as novas regras do lugar de trabalho e com uma grande paixão pelo sucesso financeiro.

Ainda assim, estes são diferenciados comparados as turmas anteriores conforme Conger (1998). Como Vasconcelos, Merhi e Goulart (2010) relatam, as gerações tem se demonstrado um objeto de pesquisa em diversos setores do conhecimento e são marcadas por propriedades pertinentes ao ritmo de mudança, a precisão e o grau de interatividade, o acesso à informação e a compreensão do mundo que definem uma nova maneira de ser e de atuar da sociedade com representações significativas no mundo dos negócios.  A geração Y tem outro julgamento de trabalho, fundamentado em uma combinação psicológica diferente do que foi constituído pelos seus predecessores. Mais do que um manancial econômico, o trabalho é um manancial de contentamento e aprendizado. Esta modificação altera a compreensão da carreira, estabilidade, vínculo profissional e promoção, exterioridades relativas à vida organizacional bastante apreciados pelas gerações anteriores. Ceretta e Froemming (2011) relatam que a geração Z nunca idealizou o mundo sem computador, bate-papos e smartphones, e em consequência disso são mais conscientes com as novas tecnologias do que os da geração Y com joysticks e chips.

Seu modo de raciocinar foi influenciado, desde de seu nascimento, pelo mundo complicado e veloz que a tecnologia gerou. Ceretta e Froemming (2011) ainda afirmam que a geração Z conhecida também como geração silenciosa, devido ao fato de estarem quase sempre com fones de ouvido em todos os locais, por ouvirem pouco e conversarem menos ainda. Em decorrência disso, essa geração pode ficar conhecida como aquela que aproximar-se ao egocentrismo, pois o jovem tende a absorver somente a si, mesmo na maior parte das vezes. Ponderam que estes adolescentes da nova geração “mutável” encontram-se mais à vontade em administrar negócios e se dedicar a atividades sociais no universo do e-comércio e do ciberespaço. O computador, igualmente como fez a imprensa em períodos passados modificando a consciência humana, causa um efeito semelhante.

Desde o final dos anos 90, uma linha de discursos midiáticos, mercadológicos e acadêmicos, tem buscado realçar a habitual, produtiva e socialmente intrigante relação entre os adolescentes e as novas ciências da comunicação e da informação segundo Filho e Lemos (2008). Vários desses materiais não hesitam em apontar a emergência de uma diferenciada geração digital. O rótulo geracional ambiciona realçar a curiosidade, a veracidade e a destreza ímpar com que as pessoas usam microcomputadores, internet e smartphones para as diversas finalidades. Para Veiga Neto e Melo (2013) a geração Z é um sujeito socialmente ligado, adequado para decidir e responder de modo específico a incitações sociais diversas, assim como, apelos ao consumo. Já as crianças se mostram exigentes na alternativa de produtos, e os empreendimentos voltados a este público têm procurado apresentar produtos diferenciados, com o intuito de atender às necessidades exclusivas desse grupo consumidor.

Na atualidade, existe um universo social específico para a geração Z, obtendo status de cliente, demonstrando aspectos de escolha, motivada a compra, considerada um consumidor exigente. Veiga Neto, Oliveira Júnior e Oliveira (2012) relatam que o entendimento acerca da informação da geração Z no método de inclusão de mercado pode ser interpretada como admirável para se gerar uma estratégia de ação da organização. Os resultados demonstrados nos estudos, indicam um entendimento ambiental único no que pertence a responsabilidade ambiental da empresa como principal na decisão de compra. Os jovens analisados não sofrem controle significativo pelos condutos de comunicação frequentemente adotados, pois o atributo da propaganda ambiental conseguiu médias menores, a noção do rótulo como fator de autoridade na decisão de compra, assim como, crença na verdade da propaganda apresentaram também médias baixas. De tal modo, é possível aconselhar que as estratégias de marketing ambiental carecem de reestruturação para esta parcela de consumidores.

Segundo Oliva e Bussab (2006), o que se buscou demonstrar é que adotar decisões, suportar de um determinado modo, realizar escolhas ou seguir modelos morais do grupo está amarrado tanto de mecanismos lógicos quanto emocionais. Ingênuo ajuizar os indivíduos da natureza humana pautando-se em estimativas de custo-benefício de seus comportamentos, abstraindo das emoções. Estas são balizadoras essenciais das ações individuais. Seguramente que a integração das aparências emocionais e cognitivas não se dá de um modo muito simples. As emoções não constituíram considerações como possuindo um papel importante nos interesses cognitivos da conduta. É bastante atual considerar que as avaliações e assumidas de decisões da humanidade parecem estar amarrado de mecanismos corticais, assim como, mecanismos acontecendo em níveis inconscientes. O contorno da arquitetura mental humana é decorrência de complexas interações que estão a impetrar muitas investigações baseadas na experiência para que conjecturas explicativas sejam avançadas e testadas.

O comportamento cooperativo, que preserva o próprio interesse, quadrou para ilustrar as conjecturas que nortearam o atual trabalho. A partir da compreensão de um comportamento cooperativo pode-se ajuizar como uma disposição mental especializada, assim como, essa especialização está sujeito de avaliações efetivadas em dimensões sociais, emocionais, biológicas, culturais e afetivas. Conforme Saad (2011) os consumidores estão claros ou feitos que as preferências dos consumidores são harmonizadas por fatores ambientais e que são revelações de nossa herança biológica comum. Este é o quesito primordial que foi arremetido durante grande parte da última década da carreira (Gad Saad), empregando a psicologia evolutiva (EP) como referencial teórico. Essa psicologia propõe que o pensamento humano é o fruto de métodos evolutivos da seleção natural, assim como, a seleção sexual. Desta maneira, temos a evolução sendo tão saliente para elucidar a evolução da mente humana, porquanto é em esclarecer como os nossos polegares contrários, olhos e pâncreas avançaram. Ao oposto da visão dominante nas ciências sociais, a evolução não cessa na cabeça. Rentabilidades, seleção natural, ajustamentos que conferem um benefício de sobrevivência, enquanto efeitos sexuais da seleção em adaptações que entregam uma vantagem de acasalamento. Resguarda-se que várias escolhas de consumo são resquícios destas duas forças da evolução. 

Por padrão, a capacidade universal para absolvermos alimentos gordurosos é uma acomodação aos desafios de sobrevivência recursivos de escassez calórica e improbabilidades calórico afrontado por nossos antepassados. Não estranha-se, desta forma, que os grupos de restaurantes mais populares em todo o universo partilham um componente comum: todos oferecem muitas comidas calóricas e saborosas que são equivalentes com as nossas papilas gustativas evoluídas. Comerciantes podem não entender as razões evolutivas que desviam tais realidades comerciais, porém, eles estão bem cônscios de que os consumidores têm semelhanças universais. Dentre as culturas, assim como, comercializando beleza e produtos relacionados, anunciantes utilizam endossantes que possuem rostos muito simétricos. Em diversos lugares, perfis femininos on-line aparecem em anúncios como tendo a figura ampulheta globalmente preferida. Universalmente, as narrações religiosas, empreendimentos de cosméticos e conselheiros de autoajuda apresentam consolo e esperança para amenizar justamente o mesmo conjugado de inseguranças com alicerce darwiniana. Em derradeira análise, os negociantes globais prósperos são aqueles que conhecem os recursos fundamentados biologicamente comuns que acoplam todos os consumidores adentro da aldeia global proverbial. 

 

 

Referências

Ceretta, S. B., & Froemming, L. M. (2011). Geração Z: compreendendo os hábitos de consumo da geração emergente. RAUNP – Revista de Administração da UNP, 3(2).

Conger, J. (1998). Quem é a geração X. HSH Management(11).

Filho, J. F., & Lemos, J. F. (2008). Imperativos de conduta juvenil no século XXI: a “Geração Digital” na mídia impressa brasileira. Comunicação Mídia e Consumo São Paulo, 5(13).

Neto, E. S., & Franco, E. S. (2010). Os professores e os desafios pedagógicos diante das novas gerações: considerações sobre o presente e o futuro. Revista de Educação do COGEIME, 19(36).

 

Oliva, A. D., & Bussab, V. S. (2006). Razão, emoção e ação em cena: a mente humana sob um olhar evolucionista. Psicologia Teoria e Pesquisa, 22(1).

Saad, G. (2011). The consuming instinct. The Wall Street Journal.

Vasconcelos, K. A., Merhi, D. Q., & Goulart, V. M. (2010). Geração Y e suas âncoras de carreira. Revista Eletrônica de Gestão Organizacional, 8(2).

Veiga Neto, A. R., & Melo, L. G. (2013). Fatores de influência no comportamento de compra de alimentos por crianças. Revista Saúde e Sociedade São Paulo, 22(2).

Veiga Neto, A. R., Oliveira Júnior, J. C., & Oliveira, H. C. (2012). Fatores determinantes do interesse em questões ambientais entre consumidores da geração Z. XIV Encontro Nacional de Gestão Empresarial e Meio Ambiente – ENGEMA.

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